sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SEM CENSURA

Um país à beira-mar plantado, com quase novecentos anos de história. Um país que deu novos mundos ao mundo e que lançou a velha Europa na Era Moderna. Um país cheio de sol e de vida, que ainda tem futuro, futuro que se quer brilhante e glorioso, pleno de descobertas, não geográficas, mas doutro tipo, pois ainda há muita coisa para descobrir se não nos resignarmos às opiniões únicas, isto é, singulares e procurarmos na pluralidade de inteligências que existem neste país. Este país é Portugal.
Contudo, hoje, vive entristecido, mergulhado e preso a uma noite triste e angustiante. Afligindo os seus cidadãos e população, em geral. Deprimindo as pessoas, porque a falta de condições essenciais á vida, a falta de aplicação dos direitos fundamentais, é causa de consternação no seio da comunidade portuguesa. Sem esses direitos assegurados, direitos humanos, as pessoas são jogadas numa profunda melancolia que se antevê duradoura.
Consternação esta que aflige os espíritos já abatidos pela dor do presente e receio do futuro.
O conjunto de situações e actos, praticados por quem detêm o poder, está a contribuir para o aparecimento de muitos nosomaniacos; pessoas deprimidas e hipocondriacas.
Isto é grave, tanto mais grave quanto a capacidade para encontrar o caminho que nos conduza ao futuro, por parte dos nossos dirigentes, é diminuta e insatisfatória. não gera esperança. Estes senhores, perante os problemas só apresentam um caminho, e dizem que é o único. Coisa impossível de acreditar. Mas é realidade que temos, mas não merecemos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A VIDA E A ESCURIDÃO

Boa noite!
Estou cegamente apaixonado pela escuridão da noite, embora isto me cause uma profunda tristeza que me obriga a suportar noitadas de imenso sofrimento, encerrado nas trevas profundas dos mistérios da existência, que eu ignoro. Não sei quem, nem com que intenção, imprimiu no meu espírito esta ignorância suprema, contra a qual eu luto constantemente, mas não descobriu nem ciência nem técnica que me indique os motivos Primeiros, porque estou aqui!.... Só procuro a verdade.
A propósito de trevas, no ultimo dia vinte e nove de Janeiro , nasceu o meu sobrinho, ainda não tem nome. É um ser tão pequenino e tão indefeso que me comove. Ainda não convive bem com a luz, por isso penso que deve ser difícil passar de uma realidade a outra, quer dizer abandonar o mundo das sombras e entrar num mundo demasiado iluminado como é o nosso, onde até os astros do firmamento perdem brilho perante esta falsa luz.
Conheci-o ontem, o meu sobrinho. Acho que ele ainda se acha no útero da mãe. mas já está cá fora e agora tem que viver: é isso que tem direito e é assim que deve ser. Nascemos para viver!
É claro e todos sabemos que muitos "iluminados" da nossa sociedade vivem na mais pura escuridão, mas fazem-nos querem fazer-nos crer que estão cercados pela áurea luz da verdade, inundando-nos de falácias. Alguns desses, quando ocuparam cargos públicos de importância significativa, no que respeita á resolução dos problemas que nos afligem e ainda na descoberta de caminhos e soluções justas e verdadeiras, tendo o dever e obrigação de dar o seu melhor, nada fizeram ou fizeram justamente o contrario disso, agora armam-se em salvadores da pátria.
Penso que só pessoas que não estejam comprometidas com o passado podem resolver os atuais problemas, aqueles que os criaram, ou contribuiram para o seu crescimento, não serão capazes de os resolver.
O nosso problema é mais estrutural, que conjuntural. estamos a pagar facturas emitidas há anos que agora nos estão a ser cobradas.
como está a acontecer noutras partes do Globo, também nós precisamos de cortar com o passado.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A CEGUEIRA

A ausência de luz provoca em mim a cegueira. Sem nada ver avanço rumo ao futuro com passos incertos, mas decididos.
Como não consigo ver, crio no meu espírito imagens tenebrosas de adamastores monstruosos, plantados nos cabos das tormentas deste imenso oceano em que navego a minha solitária existência.
O monstro empurra-me para o abismo, porem eu luto, porque tenho a obrigação de sobreviver. Nasci para viver! E sonho vencer a besta, passar o Cabo da Boa Esperança e lançar-me sem receio no colo maternal da escuridão plena.
Quis dizer isto. Está dito! Não sei se realmente sinto isto, ou se foi a fingir que o disse.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

SEM TÍTULO

Aqui estou eu a esta hora da noite! Porque a noite é minha amiga.
Bom! pensei em dizer algo bonito, matizado com tons de Primavera, porém nada me ocorre e só esta penumbra me alegra.
Aqui é tudo negro, ou quase tudo. Apenas, num pequeno cubículo onde caibo eu e pouco mais que a minha sombra, há alguma luz. Estou sentado. À minha frente uma janela aberta sob a noite. Para lá dela é escuridão imensa.
A noite é a janela do dia que se fechou em mistérios sem fim.
Está a chover, mas eu não consigo ver as gotas que caiem do beirado. Vejo-as cair numa apressada melodia que me afoga os olhos numa tempestade sem tréguas.
Assim vou vivendo com a medonha caricia das trevas e o afago sufocante da solidão.
Estou feliz. Feliz por estar aqui e por.....
A seguir virá uma longa noite, porque o Sol quando nasce não é para todos!...